Brasileiros estão de olho no imposto

Além dos impostos embutidos nos preços dos produtos, o cidadão paga para morar, dirigir, possuir, trabalhar, produzir e empregar

A soma de todos os bens produzidos pelos brasileiros, o chamado produto interno bruto (PIB), foi de R$ 1,94 trilhão em 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os impostos pagos pelos brasileiros à União, aos estados e municípios totalizaram 37,82% do PIB, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Dos R$ 732,87 bilhões arrecadados em 2005, 70,1% foram de tributos federais, 25,6% estaduais e 4,1% municipais. Na comparação com 2004, os tributos federais, proporcionalmente ao PIB, foram os que mais aumentaram: 3,2%, seguidos dos estaduais, que subiram 3,1%, e dos municipais, que caíram 5,9%. No período 2002/2005, houve aumento real (descontando a inflação) de 11,72%.

Ainda segundo o estudo, a arrecadação cresceu em 2005 principalmente devido ao aumento do Imposto de Renda (que subiu, proporcionalmente ao PIB, 10,4%), da CSSL (+22,5%), do PIS/Pasep (+3,6%), da Cofins (+4,3%) e do ICMS (+2%).

Além dos impostos quitados na boca do caixa, cada vez que o brasileiro compra um produto, ele paga, embutido no preço, diversos tributos. Assim, todo cidadão paga impostos e é, portanto, um contribuinte.

Os tributos devem retornar ao cidadão em forma de benefícios, como educação, saúde, segurança, previdência. Há vários movimentos no país pela redução dos impostos e por uma aplicação transparente e eficiente dos recursos arrecadados, exigindo que o Estado faça a sua parte.

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